02/02/2012
SETOR DIVIDIDO PARA 2012


Otimismo em alguns, pessimismo em outros. 2012 ainda é uma incógnita. As realidades de mercado de cada canto do Brasil refletem satisfações e desagrados pelo ano que passou. E são os números dos últimos 12 meses de cada empresa, seja ela de Pernambuco, do Paraná, do Rio de Janeiro ou de Minas Gerais, que ditam sobre as expectativas dos empresários para o ano que se principia. Afinal, o que cada um espera de 2012? O Blog das Locadoras ouviu proprietários de empresas locadoras de automóveis de vários estados brasileiros e publica agora suas diversas opiniões a respeito do passado, presente e do futuro.

 

2011
Os últimos 12 meses é lido como um bom ano para João Regueira, da Royal Locadora de Veículos, do Recife, Pernambuco. “Tivemos a maior demanda em locação dos últimos cinco anos devido ao Porto de Suape”, explica. Trata-se do Complexo Industrial Portuário de Suape. Um mega-polo que abriga mais de 100 empresas e que já recebe obras de implantação de outras 35 instituições. Segundo a assessoria do local, o lugar recebe atualmente investimentos da ordem de US$ 17 bilhões.

 

Mesmo assim, há quem analise a mesma cidade com mais cautela. De acordo com Nildo Pedrosa, da Locavel, também do Recife, 2011 foi um ano difícil. “Devido a restrição ao crédito, principalmente no segundo semestre”. Opinião que encontra ecos em outros estados do país. “As restrições e o freio nos investimentos do Governo Federal, fez com que o mercado no Rio de Janeiro, após um excelente desempenho no segundo semestre de 2010, se retraísse. As empresas tiveram que revisar seus planejamentos”, explica Ricardo Godim do Espírito Santo, da Motoriza Rent a Car.

 

Para Saulo Froes, da Lokamig Rent a Car, de Belo Horizonte, Minas Gerais, a crise financeira da Europa também atrapalhou os negócios. Já no Sul do Brasil, a opinião a respeito de 2011 volta a ser positiva. Segundo Wilson José Benali, da Ricci Aluguel de Carros, do Paraná, os últimos 12 meses resultaram em excelentes números. “Crescermos mais de 50% e tivemos um fato muito agradável que foi a mudança da sede da empresa para uma estrutura mais confortável e adequada”, expõe orgulhosamente o empresário.

 

2012
A julgar pelos jornais do país, 2012 será o ano em que o Brasil chegará ainda mais perto da elite da economia mundial e ocupará a sexta posição. Estima-se que o Produto Interno Bruto – PIB – brasileiro ultrapassará o do Reino Unido. Mas o quanto disso interfere no mercado de locação? Os empresários estão convencidos que o melhor é se basear nos seus históricos ao invés de apostar nas especulações internacionais.

 

Por isso, quem percebe 2011 como um bom ano, enxerga 2012 com olhos positivos. “O Brasil, com a economia aquecida, naturalmente deverá manter as locadoras em evidência. Além disso, em Pernambuco, a chegada da nova fábrica da Fiat, movimentará o segmento”, diz Regueira.

 

No Rio de Janeiro, também há boas perspectivas. “O crescimento da economia resulta em investimentos públicos e privados e o segmento de aluguel de carros não fica a margem destes investimentos”, diz Espírito Santo. Segundo ele, o setor no território carioca aposta na obras que irão atender a Copa do Mundo e as Olimpíadas. “Embora sem grande entusiasmo, o mercado do Rio está esperançoso com o ano de 2012”.

 

“Independente das questões macroeconômicas, desde 2003 nosso seguimento tem crescido a números superiores ao PIB. Temos observados uma mudança de “cultura” na gestão empresarial quanto a terceirização. Hoje são raros os casos em que temos que apresentar comparativos socioeconômicos entre a terceirização e frota própria. Acredito que esta mudança de cultura tem mais impacto no crescimento do nosso negócio que a posição do Brasil na economia mundial”, diz Benali.

 

Ao mesmo tempo, quem vê 2011 com negatividade, percebe um 2012 de desconfiança. Para Pedrosa, a falta de crédito e a crise Européia devem continuar afetando o segmento. “Nosso setor precisa de capital intensivo, para compra e para a substituição da frota. A posição na economia não ajuda em nada”, afirma categoricamente.

 

Para Saulo Froes, é hora de muita cautela. “Confesso que expectativas até então eram ótimas, porém, a crise financeira que se estabeleceu em outros países, desanimou todo o segmento e afetará muito nossos negócios. Portanto, trabalhar com os “pés no chão” dentro da realidade é a melhor receita”.

 

Fonte:http://www.blogdaslocadoras.com.br/artigos/setor-dividido-para-2012

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