A tecnologia 3D chegou ao cinema a fim de passar sensações diferentes ao espectador. O Chevrolet Sonic não traz tela especial, tampouco óculos especiais, mas exibe facetas tridimensionais por dentro e por fora. Novo carro global da Chevrolet, o Sonic é produzido nos Estados Unidos, Coreia do Sul e será feito no México, de onde virá para o Brasil. A missão é tirar o New Fiesta (também mexicano) da zona de conforto, já que o modelo da Ford ainda não possui oponentes à sua altura no país. A faixa de preço deverá ser a mesma, em torno de R$ 50 mil.
O design do Chevrolet tem personalidade e não esconde em parte alguma que nasceu com apelo esportivo. A frente é tão baixa que a gravatinha da grade acabou postada na altura dos joelhos. O farol mostra a primeira faceta 3D, pois não tem uma segunda lente acrílica à frente das duas parábolas independentes. Elas podem ser vistas e, principalmente, tateadas. A máscara negra está presente em todas as versões e muito bem realçada na versão de cor branca avaliada por Autoesporte na Califórnia.
A linha de cintura sobe quando chega à porta traseira, sem maçaneta aparente. A mesma foi parar na coluna C e não deixou de ser prática. O teto baixo na traseira tem a esportividade realçada por um curto aerofólio, enquanto a lanterna segue o mesmo conceito tridimensional, sem lente secundária. As rodas aro 15 da versão LT têm desenho discreto e são calçadas com pneus 195/65 da coreana Hankook. São esses detalhes que nos fazem relembrar das origens do hatch que, a exemplo do Cruze, também foi desenvolvido pelos estúdios da GM na Coreia do Sul. As medidas são semelhantes às do Fiesta, com 4,04 m de comprimento e 1,73 m de largura, contra 4,06 m e 1,70 m do Ford.
Ao abrir a porta do Sonic é impossível não pensar no irmão Cruze. O conceito de linhas é basicamente o mesmo, mas o modelo menor tem um pé à frente em termos de modernidade. Os instrumentos são o terceiro e último item tridimensional e, assim como faróis e lanternas, não estão escondidos sob uma lente acrílica. A peça do velocímetro e conta-giros parece muito com os instrumentos utilizados por carros de corrida, com direito a mostrador de velocidade digital. O painel avançado e com uma curvatura bem inclinada dá uma enorme sensação de espaço. O volante empresatado do Cruze traz os comandos do sistema de som nas versões LT e LTZ.
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/0,,EMI285815-10142,00.html
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